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Vibecoding chegou na sua empresa. O código também.

Alguém do time gerou um sistema conversando com uma IA e ele já está em uso. Nossa posição: não jogue fora, mas também não finja que está pronto para produção.

Time Softtorjulho de 20267 min de leitura

Nos últimos meses a mesma cena se repetiu em quatro clientes nossos. Alguém de dentro, sem ser desenvolvedor, descreveu um problema para uma IA e recebeu um sistema que funciona. O time começou a usar. Ninguém pediu autorização, porque ninguém precisou.

A reação comum é uma das duas erradas: proibir, o que empurra a prática para debaixo da mesa, ou aceitar sem olhar, o que coloca dado de cliente num lugar que ninguém auditou.

O que geralmente está bom

O recorte do problema costuma estar certo. Quem vive a operação descreve o fluxo melhor do que qualquer levantamento de requisito feito por fora. A tela reflete o trabalho real, com os campos que a pessoa realmente usa. Isso é valor, e jogar fora é desperdício.

O que quase sempre falta

Três coisas aparecem faltando em praticamente todo sistema gerado assim: controle de quem pode ver o quê, registro de quem alterou cada dado e um lugar seguro para as credenciais. Some a isso um ambiente sem backup, porque a publicação foi feita no caminho mais rápido.

Nada disso é culpa da IA. São decisões que a ferramenta não toma no seu lugar, e que só aparecem quando alguém pergunta.

Como a Softtor entra nessa conversa

A gente não começa reescrevendo. Começa lendo. Em duas semanas dizemos o que o sistema faz, onde ele expõe risco, quanto custa deixá-lo apresentável e quanto custaria refazer. Com número dos dois lados, a decisão volta para você.

Na maioria dos casos o caminho é intermediário: mantemos a lógica que já funciona, colocamos autenticação e registro de alteração, movemos o ambiente para um lugar com backup testado e passamos a operar aquilo como qualquer outro sistema de produção.

Nossa posição, escrita

IA acelera quem já sabe o que está fazendo e cria dívida invisível para quem não sabe. Usamos IA todos os dias no nosso trabalho e continuamos assinando cada entrega com nome de uma pessoa. Se você trouxer um sistema gerado por IA para a gente operar, a resposta será sim, depois de olhar. E o que precisar mudar, a gente mostra antes.

Respostas rápidas deste artigo
Vale a pena jogar fora um sistema feito com IA?
Quase nunca. Na maioria dos casos a lógica de negócio está útil e o que falta é segurança, registro de alteração e ambiente com backup. Reescrever do zero só se paga quando o custo de corrigir passa do custo de refazer, e isso a auditoria mostra em número.
Qual o maior risco de código gerado por IA em produção?
Acesso. Sistema sem controle de permissão e sem registro de quem alterou o dado é o problema que aparece primeiro nas auditorias que fazemos.
A Softtor assume a manutenção de um sistema gerado por IA?
Sim, desde que o ambiente seja auditável. Fazemos a leitura do código, apontamos o que precisa mudar antes e só então assumimos a operação.
Se já tem código gerado por IA rodando aí, o diagnóstico diz em 30 minutos o que dá para manter.Agendar diagnóstico